APLB Juazeiro - Fracasso na educação do país

Fracasso na educação do país

publicado em 04/09/2018

Fracasso na educação do país

 

Os dados foram apresentados durante uma coletiva de imprensa na sede do MEC

 

O ministro da Educação Rossieli Soares afirmou que é preciso avançar para trazer um novo ensino médio ao Brasil. Foto: Marcelo Camargo/ABr

 

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apresentaram nesta segunda (3) os dados sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2017 no ensino médio. Nenhum estado atingiu a meta do Ideb e outros cinco estados brasileiros apresentaram redução no valor do índice. Os dados foram apresentados durante uma coletiva de imprensa.

“Temos um quadro de crescimento nos anos iniciais, especialmente das redes municipais. Tivemos avanços do sexto ao nono ano, mas ainda insuficientes, e uma estagnação do ensino médio, que cada vez mais se distancia da meta. Há uma necessidade muito grande de fazermos logo mudanças estruturantes”, disse o ministro da Educação, Rossieli Soares, dando ênfase a Reforma do Ensino Médio, aprovada no ano passado.

“É necessário avançar nessa reforma para trazer este novo ensino médio para o Brasil”, afirmou Rossieli.

A presidente do Inep, Maria Inês Fini, ressaltou a parceria do Instituto com o MEC. “O Inep cria as evidências e o Ministério da Educação estabelece as políticas a partir delas. Esta parceria de interpretação de resultados com a secretaria de educação básica é um fato muito positivo e que acentua o papel do Inep no cenário da educação brasileira”, afirmou Fini.

Após três edições seguidas sem alteração, o Ideb do ensino médio avançou apenas 0,1 ponto em 2017. Ainda assim o país está longe da meta traçada. De 3,7 em 2015, atingiu 3,8 em 2017. O objetivo estabelecido para o ano passado é de 4.7.

“Foi um crescimento inexpressivo. Estamos muito distantes das metas propostas. É mais uma notícia trágica para o ensino médio do Brasil”, disse o ministro.

Em 2015, os resultados no ensino médio, diferente do ensino fundamental, eram adquiridos a partir de uma amostra de escolas. Mas a partir da edição de 2017, o Saeb (avaliação externa de larga escala) passou a ser aplicado a todas as escolas públicas, em escolas privadas era opcional. O Inep passou a calcular Ideb para as escolas de ensino médio. Mesmo com o aumento observado, o país ainda está longe da meta traçada. Cinco estados tiveram a redução no valor do Ideb. Espírito Santo é o estado com maior desempenho no país.

Nos anos iniciais o país segue melhorando o seu desempenho do ensino fundamental, obtendo, em 2017, um índice igual a 5,8. O objetivo proposto foi superado em 0,3 ponto. Somente os estados do Amapá, Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul não alcançaram as metas propostas. O Ceará superou a meta propostas para 2017, em 1,4 ponto. Oito estados obtiveram um Ideb igual ou maior a 6,0: São Paulo, Ceará, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Santa Catarina e Distrito Federal. No Ceará Alagoas e Piauí, apresentaram os maiores crescimentos no período. Os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais possuem os maiores idebs do país no ensino fundamental nos anos iniciais.

Somente os estados do Rio de Janeiro, Amapá e Rio Grande do Sul não alcançaram a meta proposta nesta edição, O Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul têm desempenho no Ideb superior à média nacional. Os estados do Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Ceará tem os maiores índices de aprovação. No outro extremo estão Pará, Sergipe e Bahia.

Apesar de o país ter melhorado seu desempenho os resultados do Ideb mostram que nos anos finais do ensino fundamental, em 2017, foi alcançado um índice igual a 4,7, o objetivo proposto não foi atingido. Apenas 23 das 27 unidades da Federação aumentaram o Ideb, entretanto somente sete alcançaram a meta proposta para 2017: Rondônia, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso e Goiás.

Os aumentos mais significativos foram alcançados pelos estados do Amazonas, Ceará e Mato Grosso. Por outro lado, com pouca evolução no Ideb, Amapá, Roraima e Rio Grande do Sul. Destaque também para Goiás, Santa Catarina, São Paulo e Ceará com os melhores desempenhos nos anos finais do ensino fundamental.

Aprimorar o fluxo escolar continua sendo um grande desafio para o Brasil. Em comparação as taxas de de distorção idade-série para os anos finais do ensino fundamental no ano de 2015 e 2017, Mato Grosso e São Paulo têm um histórico de baixa retenção, deste modo indicador é próximo de 10%. Entretanto, há estados com taxas de distorção idade-série superiores a 40%.

IDEB

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Ideb, é é uma iniciativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para verificar o desempenho do sistema educacional brasileiro a partir da combinação entre a proficiência obtida pelos estudantes em avaliações externas de larga escala (Saeb)e a taxa de aprovação, indicador que tem influência na eficiência do fluxo escolar. Ou seja, na progressão dos estudantes entre etapas/anos na educação básica. Essas duas dimensões, que mostram problemas estruturais da educação básica brasileira, necessitam ser aperfeiçoadas para que o país alcance níveis educacionais de acordo com seu potencial de desenvolvimento e para garantia do direito educacional expresso em nossa constituição federal.

( Pesquisa realizada pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb )

Secom APLB Juazeiro/Jornal Ação Popular
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